MEU CORACAO - O LAR DE CRISTO
Sem dúvida uma das mais notáveis doutrinas cristãs é que o
próprio Jesus Cristo, através da presença do Espírito Santo, realmente entra no
coração para se estabelecer e ali sentir-se em casa. Cristo faz do
coração humano a sua habitação.
O nosso Senhor disse aos seus
discípulos: "Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o
amará, e viremos para ele e faremos nele morada" (Jo 14:23). Era difícil
para eles entenderem o que Jesus estava dizendo. Como seria possível ele fazer
a sua morada com eles neste sentido?
É interessante notar que o nosso
Senhor usou a mesma palavra nesta passagem que usou em Jo 14:2,3: "Vou
preparar-vos lugar para que onde eu
estou estejais vós também". O nosso Senhor estava prometendo aos seus
discípulos que, assim como ele ia para o céu preparar-lhes um lugar onde um dia
lhes daria as boas-vindas, agora os discípulos podiam preparar um lugar para, o
Senhor nos seus corações, para que assim ele viesse e, fizesse morada com eles.
Eles não podiam compreender. Como
poderia ser isto? Então veio o Pentecostes. O Espirito do Cristo vivo foi dado
à igreja e agora então eles compreenderam Deus não habitava no templo de
Herodes em
Jerusalém. Deus não habitava num templo feito com
mãos, mas agora, pelo milagre do Espirito derramado, Deus podia habitar nos
corações humanos. O corpo do crente seria o templo do Deus vivo e o coração
humano seria o lar de Jesus Cristo. É difícil imaginar um privilégio mais alto
do que fazer para Cristo um lar no meu coração, para receber, servir, agradar e
ter comunhão com ele ali dentro.
Uma noite, que jamais poderei
esquecer, convidei-o a entrar no meu coração. E que entrada ele fez: Não foi
uma experiência espetacular ou emotiva, porém muito real. Aconteceu no próprio
âmago da minha vida. Ele entrou na escuridão do meu coração e acendeu a luz.
Fez uma fogueira na lareira apagada e baniu a frieza. Fez-me ouvir música em
substituição ao silêncio e preencheu a vacuidade com sua intima, amorosa e
maravilhosa comunhão. Nunca me arrependi de ter aberto a porta para Cristo e
nunca hei de me arrepender - nem por toda a eternidade:
Este é, evidentemente, o primeiro
passo para fazer do coração o lar de Cristo. Ele já disse: "Eis que estou
à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua
casa, e cearei com ele e ele comigo" (Ap 3:20). Se você está interessado
em fazer da sua vida uma habitação do Deus vivo, permita-me encorajá-lo a
convidar Cristo ao seu coração e ele certamente o fará.
Depois que Cristo entrou no meu
coração, no gozo deste relacionamento recém descoberto, eu lhe disse:
"Senhor, quero que este meu coração pertença a ti. Quero que estabeleças
morada aqui e que te sintas inteiramente à vontade. Tudo que tenho te pertence.
Deixa-me mostrar-te todas as coisas e apresentar-te as diversas partes da casa
para que tu te sintas mais confortável e tenhamos maior comunhão juntos."
Ele ficou muito contente, ë claro, e mais feliz ainda por receber um lugar no
meu coração. –
A BIBLIOTECA
A primeira sala foi a sala de
estudos - a biblioteca. Vamos chamá-la o escritório da mente. Na minha casa
esta sala da mente é um cômodo muito pequeno com paredes bem espessas. Mas é
uma sala importante. Num sentido é a sala de controle de toda a casa. Ele
entrou ali comigo e olhou ao redor dos livros na estante, as revistas sobre a
mesa, aos quadros na parede. A medida que fui seguindo o seu olhar fiquei
inquieto. Por estranho que pareça, eu não havia me sentido mal quanto a isso
anteriormente, mas agora que ele estava lá olhando para aquelas coisas fiquei
embaraçado. Os seus olhos eram puros demais para contemplar alguns dos livros
que ali estavam. Havia muito lixo e literatura na mesa que um cristão nunca
deveria ler, e quanto aos quadros na parede - as imaginações e pensamentos da
minha mente - eram vergonhosos.
Virei para ele e disse:
"Mestre, sei que esta sala precisa de uma mudança radical. Tu me ajudarás
a fazer dela o que deveria ser -- e trazer todo pensamento cativo a ti?"
"Com certeza", ele
disse. "Com alegria o ajudarei. Este é um dos motivos que estou aqui.
Primeiro, pegue todas as coisas que você está lendo, e vendo que não são
edificantes, puras, boas e verdadeiras, jogue-as fora' Agora coloque nas
estantes vazias os livros da Bíblia. Encha a biblioteca com as Escrituras e
medite nelas dia e noite. Quanto aos quadros na parede, você terá dificuldade
em controlar essas imagens, mas eis aqui uma ajuda." Deu-me então um
quadro de tamanho real dele mesmo: "Pendure isto", ele disse,
"no centro da parede da sua mente." Fiz assim e descobri através dos
anos que quando meus pensamentos estão centrados no próprio Cristo, sua pureza
e poder afugentam as imaginações impuras. Assim ele tem me ajudado a levar
cativos os meus pensamentos.
Se você tem dificuldade com esta
pequenina sala da mente, eu gostaria de sugerir que você introduza Cristo ali.
Sature-a com a Palavra de Deus e mantenha diante dela em todo tempo a presença
imediata do Senhor Jesus.
A SALA DE JANTAR
Do escritório fomos para a sala de
jantar, a sala dos apetites e desejos. Esta era uma sala muito grande. Eu
passava muito tempo na sala de jantar e despendia muito esforço satisfazendo
minhas necessidades.
Falei com ele: "Esta é uma
sala muito espaçosa e tenho bastante certeza que o Senhor vai gostar do que servimos
aqui."
Ele sentou-se à mesa comigo e
perguntou: "Que cardápio temos para o jantar hoje?"
"Bem", eu disse,
"meus pratos prediletos: ossos velhos, alfarrobas, repolho azedo, cebolas,
e alho, vindos diretamente do Egito." Eu gostava justamente destas coisas
- uma alimentação mundana. Suponho que não havia nada radicalmente errado com
nenhum desses itens em si, mas não era o alimento que deveria satisfazer a vida
de um verdadeiro cristão. Quando a comida foi posta diante dele, ele nada
comentou sobre ela. Porém, observei que nada comia, e perguntei-lhe, um tanto
incomodado: "Salvador, não te agradas do alimento que foi posto diante de
ti? Qual o problema?"
Respondeu-me: "Tenho uma
comida para comer que você não conhece. A minha comida é fazer a vontade
daquele que me enviou." Olhou novamente para mim e disse: "Se você
quiser uma comida que realmente o satisfaça, busque a vontade do Pai, não os
seus próprios prazeres, não seus próprios desejos, não a sua própria
satisfação. Procure agradar-me, e esta comida o satisfará." E ali em volta
da mesa, ele me fez experimentar o gosto de fazer a vontade de Deus. Que sabor:
Não há comida semelhante no mundo inteiro: Somente ela satisfaz. Tudo mais no
fim nos deixa insatisfeitos.
Agora se Cristo está no seu coração,
e creio que de fato está, que tipo de comida você lhe oferece e que tipo de
comida você mesmo usa? Você está vivendo para a cobiça da carne e para a
soberba da vida - egoisticamente? Ou você está escolhendo a vontade de Deus
para ser sua comida e bebida?
A SALA DE VISITAS
Entramos em seguida na sala de
visitas. Esta sala era bastante intima e aconchegante. Eu gostava dela. Tinha
uma boa lareira, poltronas confortáveis, uma estante de livros, um agradável
sofá, tudo num ambiente tranqüilo.
Ele também parecia se agradar do
ambiente. Disse-me: "Esta é, de fato, uma sala aprazível. Venhamos para cá
freqüentemente. E um lugar retirado e quieto onde podemos ter comunhão
juntos."
Ora, naturalmente, como cristão
novo, eu vibrei com isto. Eu não podia imaginar outra coisa melhor a fazer do
que ter alguns momentos á parte com Cristo em companheirismo intimo com ele.
Ele prometeu: "Estarei aqui
todo dia de manhã bem cedinho. Encontre-se comigo aqui e começaremos o dia
juntos." Assim, manhã após manhã, eu descia para a sala de visitas e ele
tirava da estante um livro da Bíblia. Ele o abria e liamos juntos. Ele
falava-me das suas riquezas e desvendava-me suas verdades. Aquecia-me o coração
ao revelar o seu amor e a sua graça para comigo. Eram horas maravilhosas que
passávamos juntos. Na verdade, chamávamos a sala de visitas de "sala de
retiro". Era um período quando podíamos juntos ter um tempo tranqüilo
separados de tudo mais.
Mas pouco a pouco, pela pressão de
muitas responsabilidades, este tempo começou a encurtar. Não sei por que, mas
eu pensava que estava atarefado demais para passar um tempo a sós com Cristo.
Veja bem, não era proposital; simplesmente aconteceu assim. Por fim, não era
apenas o tempo que encurtava, mas comecei até a falhar um dia de vez em. quando.
Às vezes era época de exames na universidade. Outras vezes era uma outra
emergência urgente. Eu falhava dois dias em seguido e muitas vezes mais do que
isto.
Lembro-me de uma manhã quando
estava com pressa, correndo escada abaixo, ansioso para tomar o meu rumo
daquele dia.
Ao passar pela sala de visitas, a
porta estava entreaberta. Olhando para dentro, vi um fogo aceso na lareira e o
Senhor sentado junto a ela. De repente, consternado, pensei comigo mesmo:
"Ele era o meu hóspede. Convidei-o a entrar no meu coração. Ele veio como
Senhor do meu lar, e aqui estou eu negligenciando-o." Virei-me e entrei na
sala. Com os olhos inclinados eu lhe disse: "Mestre bendito, perdoa-me. Tu
tens estado aqui todas essas manhãs?"
"Sim", respondeu.
"Eu disse que estaria aqui toda manhã para encontrar com você." Então
fiquei mais envergonhado ainda. Ele havia sido fiel apesar da minha
infidelidade. Pedi-lhe perdão e ele prontamente perdoou-me, como sempre faz
quando estamos verdadeiramente arrependidos.
Ele disse: "0 problema com
você é o seguinte: Você tem pensado da hora devocional, do estudo da Bíblia e
da oração, como um fator no seu próprio progresso espiritual, mas esqueceu-se
que este tempo significa algo para mim também. Lembre-se, eu o amo. Eu o tenho
redimido com grande preço. Desejo a sua comunhão. Agora," ele disse,
"não negligencie esta hora, nem que seja só por minha causa. Seja qual for
o seu desejo, lembre que eu quero a sua comunhão."
Sabe, o fato de que Cristo quer a
minha comunhão, que ele me ama, que quer que eu esteja com ele, e ele comigo, e
está sempre esperando por mim, tem feito mais para transformar minha hora
devocional com Deus do que qualquer outro fato individual. Não deixe Cristo
esperar sozinho na sala de visitas do seu coração, mas cada dia ache uma hora
para ter comunhão com ele na Palavra de Deus e na oração.
A OFICINA
Sem muita demora ele perguntou:
"Você tem uma oficina em sua casa?" Lá no porão da casa do meu
coração eu tinha uma mesa de trabalho e algumas ferramentas, mas eu não fazia
muita coisa naquele lugar. Vez por outra eu descia até lá e mexia com algumas
coisas, mas não estava produzindo nada substancial ou valioso.
Levei-o lá embaixo. Ele deu uma
olhada na mesa de trabalho e viu os poucos talentos e habilidades que eu
possuía. Disse-me: "A oficina está bem equipada. 0 que você está
produzindo com a sua vida para o reino de Deus?" Olhou para uns brinquedos
que eu havia montado, ergueu um deles para mim e disse: "Estes
brinquedinhos são tudo o que você produz na sua vida cristã?"
"Bem", respondi, "é
o melhor que posso fazer, Senhor. Sei que não é muito, e na verdade quero fazer
mais, mas afinal não tenho habilidade nem forças."
"Você gostaria de fazer
melhor?" ele perguntou.
"É claro", respondi.
"Está bem. Dê-me suas mãos.
Agora descanse em mim e deixe o meu Espirito operar através de você. Sei que
você é inábil, desajeitado e atrapalhado, mas o Espirito é o artífice chefe e
se ele controlar suas mãos e seu coração, irá trabalhar através de você."
E então dando um passo para trás de mim e colocando suas mãos grandes e fortes
sobre as minhas, guiando as ferramentas com seus dedos hábeis, ele começou a
trabalhar através de mim.
Ainda há muito mais para eu
aprender e estou longe de ficar satisfeito com o produto que está saindo, mas
tenho certeza que qualquer coisa que já foi produzida para Deus é o resultado
da sua mão forte e do poder do seu Espirito em mim.
Não fique desanimado porque não é
capaz de fazer muita coisa para Deus. Sua capacidade não é a condição
fundamental. Ele é quem guia seus dedos, e é dele que você depende. Dê seus
talentos e dons a Deus e ele os usará para realizar coisas que ainda o deixarão
surpreso.
SALA DE DIVERSÕES
Lembro-me do dia que ele me
perguntou sobre a sala de diversões. Eu estava esperando que não me
perguntas-se sobre isso. Havia certas ligações e amizades, atividades e
diversões que eu queria guardar para mim mesmo. Eu não achava que Cristo teria
prazer nelas e nem as aprovaria, e por isto fugia da questão.
Mas chegou uma noite quando eu
estava saindo para passear com alguns colegas - eu estava na faculdade aquela
época - e ao me aproximar do limiar da porta, ele me deteve com um golpe de
vista. "Você está saindo?"
"Sim", eu respondi.
"Bom", ele replicou.
"Eu gostaria de sair com você."
"Ah", eu falei meio
desajeitadamente, "não acho, Senhor, que tu realmente gostarias de me
acompanhar. Podemos sair amanhã á noite. Amanhã à noite iremos para uma reunião
de oração, mas hoje tenho um outro compromisso. "
Ele disse: "Está tudo bem. Só
pensei que quando entrei na sua casa iríamos fazer tudo juntos. Seriamos
companheiros. Quero que você saiba que estou disposto a ir com você."
"Bem", eu falei,
"iremos para algum lugar juntos manhã à noite."
Mas naquela noite passei por
momentos horríveis. sentia-me um miserável. Que tipo de amigo era eu para
Cristo, quando espontaneamente o deixava fora dos meus relacionamentos, fazendo
coisas e indo a lugares que eu sabia muito bem que não lhe agradariam? Quando
retornei à casa aquela noite, a luz estava acesa no seu quarto e eu subi até lá
para conversar com ele. Eu lhe disse: 'Senhor, aprendi a lição. Não posso
divertir-me sem ti, de agora em diante faremos tudo juntos."
Então descemos para a sala de
diversões da minha casa e ele a transformou. Introduziu na minha vida o
verdadeiro gozo, a verdadeira felicidade, a verdadeira satisfação, a verdadeira
amizade. Risos e músicas tem ressoado pela casa desde então.
AQUELE CUBICULO DO CORREDOR
Há ainda mais um assunto que eu
gostaria de compartilhar. Um dia encontrei o Senhor esperando na porta por mim.
Havia um olhar impressivo nos seus olhos. Quando entrei ele me disse: "Há
um odor peculiar nesta casa. Há algo morto por aqui. Está no andar de cima.
Acho que esta no cubículo do corredor."
Assim que ele acabou de falar, eu
sabia a que se referia. Sim, havia um pequeno cubículo lá em cima no corredor,
de pouco mais de um metro quadrado. Naquele quartinho, fechado com tranca e
chave, eu guardava uma ou duas coisas pessoais que eu não queria que ninguém
descobrisse, e certamente não queria que Cristo visse. Eu sabia que eram coisas
mortas e podres. No entanto, eu as amava e as queria tanto para mim que eu
tinha medo de admitir que estavam lá. Subi a escada com ele, e enquanto
subíamos, o odor tornava-se cada vez mais forte. Ele apontou para a porta e
disse: "Está ai dentro: Uma coisa morta:"
Fiquei com raiva. É a única
maneira que eu posso descrever. Eu lhe havia dado acesso à biblioteca, a sala
de jantar, a sala de visitas, a oficina, a sala de diversões, e agora ele
estava me questionando sobre um pequeno cubículo de um metro quadrado. Falei
comigo mesmo, interiormente: "Isso é demais. Não vou dar-lhe a
chave."
"Bem", ele disse, lendo
os meus pensamentos, "se você pensa que vou continuar aqui neste andar de
cima convivendo com este mau cheiro, está enganado. Vou levar minha cama lá
fora para a área. Não posso suportar tal coisa." E eu o vi descendo as
escadas.
Depois que você conhece e ama a
Cristo, a pior coisa que pode acontecer é sentir a sua comunhão se afastando de
você. Tive que me render. "Vou dar-te a chave", eu disse com
tristeza, "mas terás de abrir a porta sozinho. Terás de limpar o cubículo.
Não tenho força para faze-lo."
"Eu sei", ele respondeu.
"Eu sei que você não tem. É só dar-me a chave. Só autorize-me a tomar
conta do cubículo e eu o farei."
Então com os dedos tremendo
passei-lhe a chave. Ele a tomou da minha mão, andou para a porta, abriu-a,
entrou e tirou toda a podridão que estava se decompondo lá dentro e jogou tudo
para fora. Depois ele limpou o cubículo, pintou-o, e arrumou-o, fazendo tudo
num só momento. Oh, que vitória e liberação ter aquela coisa morta fora da
minha vida:
TRANSFERINDO O TÍTULO
Depois ocorreu-me um pensamento.
Disse comigo mesmo: "Tenho tentado manter este meu coração livre para
Cristo. Começo numa sala mas logo que termino de limpá-la, uma outra já está
suja. Começo na segunda e depois a primeira se empoeira novamente. Estou tão
cansado e exausto, tentando manter um coração limpo e uma vida obediente.
Simplesmente não estou conseguindo:" Depois. arrisquei uma pergunta:
"Senhor, há alguma possibilidade de aceitares a responsabilidade da casa
inteira, para administrá-la por mim e comigo assim como fizeste com aquele
cubículo? Aceitarias a responsabilidade de manter o meu coração como deve ser e
a minha vida no lugar onde deve estar?"
Vi que o seu rosto se iluminou
quando respondeu: "Com toda certeza, pois é isso que eu vim fazer. Você
não pode ser um cristão vitorioso na sua própria força. Isso é impossível.
Deixe-me agir através de você e por você. Este é o caminho. Mas," ele
acrescentou com vagas, "eu não sou proprietário da casa. Sou apenas um
hóspede. Não tenho autoridade para prosseguir pois a propriedade não é
minha."
Num momento enxerguei a verdade, e
caindo de joelhos, eu disse: "Senhor, tu tens sido um hóspede e eu tenho
sido o anfitrião. De agora em diante eu vou ser o servo. Tu serás o
Senhor." Correndo com a maior velocidade possível, fui à caixa-forte e
tirei o titulo ,da casa, que descrevia o ativo e o passivo dela, sua situação e
condição. Depois voltando para ele com entusiasmo subscrevi o titulo da casa
para ele, para pertencer a ele somente durante todo o tempo e pela eternidade.
"Aqui", eu disse,
"está aqui, tudo que sou e que tenho para sempre. Agora dirige esta casa.
Vou permanecer aqui apenas como servo e amigo."
Ele tomou a minha vida naquele dia
e posso assegurar-lhe que não há outra maneira melhor de se viver a vida
cristã. Ele sabe como mantê-la em forma e isso permite que uma paz profunda
repouse sobre a alma. Que Cristo venha estabelecer-se no seu coração e que
sinta-se à vontade como Senhor absoluto da sua vida.
Do amigo Pr Luiz Vianna
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