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quinta-feira, 19 de abril de 2012

O Chamado


O Chamado
 O que você responderia para Jesus? (Isaías 6:1-8)

Contexto histórico:
 O rei Uzias reinou entre 767 e 740 a.C. o ano da sua morte, provavelmente se deu em 740 a.C., pois essa é a data que maca o fim do seu reinado.

Nota Teológica:
Quanto a expressão VI AO SENHOR: João afirma que ninguém jamais via a Deus. (João 1:18). O que Isaías viu, segundo (João 12:41) foi a glória de Cristo, ou seja, Isaías viu o filho de Deus na glória à qual voltaria depois de viver e morrer na terra.
Fontes (Bíblia de Estudo Plenitude e Bíblia Shedd)

Conforme o texto sagrado Isaías viu outras coisas:
- Serafins:
São literalmente aqueles que queimam. “A raiz da palavra sarãph significa consumir com fogo, os serafins são, portanto, agentes de purificação pelo fogo(Shedd). Isso explica o ato da purificação de Isaías, que teve os lábios tocados por uma brasa viva retirada do altar, Isaías 6:6-7, significando a retirada da iniquidade e o perdão dos pecados.

- Uma adoração perfeita:
Os serafins vistos por Isaías são o mais perfeito exemplo de uma verdadeira adoração a Deus, explicado pelo fato de eles possuírem seis asas cada um (Isaías 6:2), pois como está escrito:
- “... com duas asas cobriam o rosto...”: Na bíblia encontramos relatos de que os serafins eram muito belos, por isso cobriam o rosto para que apenas a beleza da santidade do Senhor fosse vista.
- “... com outras duas asas cobriam os pés...”: Há quem diga que os Serafins cobriam os pés por vergonha, por seus pés serem feios, mas o fato é que aqui pés também podem significar corpo ou parte de baixo do corpo. Eles faziam isso como sinal de modéstia.
- “... com as outras duas asas voavam...”: Voavam ou pairavam no ar como sinal de obediência, esperando prontos para obedecer ao Senhor imediatamente.

- Louvor ao Deus triúno:
Os Serafins clamavam uns para os outros, dizendo: (Santo, Santo, Santo,...) um louvor ao Deus pai (Santo), ao Seu Filho (Santo) e ao Seu Espírito (Santo), ou seja, à Santíssima Trindade, que se revela como tal mais abertamente no Novo Testamento.

- O seu pecado e o pecado de seu povo: ( Isaías 6:5)
Isaías estando na frente do Senhor que é Santo e vendo a adoração perfeita e humilde dos Serafins, lembrou-se do seu pecado, e de todo o pecado de Judá, e de Jerusalém e percebeu então que não era digno de estar na presença do Senhor dos Exércitos.

- O seu pecado sendo perdoado:
Ao reconhecer que era pecador e um homem impuro, Isaías estava pronto para receber a graça de Deus sobre a sua vida: o perdão dos pecados. (Isaías 6:7)
A partir daí, ele se sentiria a vontade para interagir com o Senhor.

- O chamado:
Quando o Senhor indagou a quem enviaria, e quem iria no seu lugar, Isaías sentindo-se já purificado e pronto para estar lado a lado com o seu Senhor, logo respondeu:
“Eis-me aqui, envia-me a mim!” (Isaías 6:8)

- Aplicação:
Hoje, felizmente, muitas pessoas já foram alcançadas pelo evangelho, muitas já têm um relacionamento mais próximo com Jesus, seus pecados já foram perdoados, igrejas estão cheias, ou quase cheias, mas, algumas coisas eu gostaria de observar:
1- Muitos ainda não conseguem ver a glória do Senhor assim como Isaías viu (Isaías 6:1), outros nem conseguem crer.
2- A grande maioria não consegue adorar como os serafins, pois, o seu ego não consegue calar e a sua vaidade não consegue esconder para que Jesus apareça e o seu eu desapareça como João Batista (João 3:30)
3- Muitos, mesmo já se dizendo crentes, continuam lembrando-se dos seus pecados e não permitem que eles sejam purificados.
4- Outro tanto está hoje na igreja, as já não está pronto para responder ao chamado do Senhor, até vão a igreja, mas não querem compromisso com a obra de Deus, quase ninguém se propõe a fazer um seminário teológico ou um curso de preparação missionária, mas, a grande maioria está direcionada a seguir carreira profissional no meio secular, alguns crentes, até líderes, estão preocupados em matricular seus filhos em grandes universidades, com uma excelente carreira profissional para eles...
5- Está cada vez mais difícil responder: “Eis-me aqui, envia-me a mim”.

- E você? Que tipo de crente você é?
- Tem visto a glória de Deus na sua vida?
- Tem calado o seu ego ou orgulho e tem deixado que Jesus apareça e que você diminua?
- Tem realmente deixado para trás o seu pecado, ou tem deixado que ele interfira no seu presente?
- Qual seria a sua resposta hoje para Jesus ao ser indagado como o foi Isaías?
- Será que você está pronto para dizer: “Eis-me aqui, envia-me a mim”? Ou seria mais uma sentar-se no banco da igreja e esperar as coisas acontecerem?
- Você está desafiado a tomar a mesma decisão que Isaías tomou e que tantos outros homens e mulheres de Deus tomaram. A decisão é sua de servir a Jesus, indo onde Ele mandar e fazendo o que Ele ordenar.

Que Deus te ajude a tomar sábias decisões!!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A Beira do Caminho

A Beira do Caminho
"Chegando Ele perto de Jericó, estava um cego assentado a beira do caminho, mendigando" (Lucas 18:35-46)



Com certeza você já deve ter ouvido e lido vários estudos e pregações sobre este personagem da bíblia, um homem cego chamado Bartimeu, que vivia a beira do caminho mendigando.

Acredito que existam vários Bartimeus nos tempos de hoje, sentados a beira do caminhos, sem perspectiva de vida, se debatendo para sobreviver, tentando de todas as formas mudar sua história. Correndo de um lado para o outro, sem direção, como cegos, a beira do caminho da existência, tentando de tudo para escrever um novo capitulo na sua história de vida.

O desejo ardente em meu coração é que juntos naveguemos pelos ensinamentos de Cristo nessa passagem tão bela e transformadora e que Jesus venha ser glorificado em sua vida através das vitórias conquistadas.

Agora, o que você vai fazer para que isso possa acontecer? Vai continuar a ver a vida passar? As oportunidades irem embora? Ou tomará uma decisão que mudará sua vida?

- Bartimeu ouviu a multidão, mas não era como todos os dias; algo diferente estava acontecendo. Não era qualquer pessoa que estava passando por ali. Foi até às pessoas que faziam parte daquela multidão e cofirmou o que já havia sentido, era Jesus, o Homem o qual ele ouvira falar histórias sobre milagres, vidas transformadas, aquele que fazia um oásis no deserto das almas feridas.

E agora Ele estava ali, bem à sua frente. Esse era o seu dia. Esse era o seu momento. Começou a gritar, não simplesmente com a sua voz, mas com a força de sua alma: “Jesus, filho de Davi, tenha compaixão de mim”.

Não poderia deixar seu sonho escapar como água em meio aos seus dedos. A multidão o repreendia: “Pare de gritar, Ele não vai te ouvir”. Isso simplesmente o encorajava mais, áqueas pessoas não sabiam o que era viver na escuridão, as lutas que ele havia vencido como um gladiador nas arenas da vida. Não! Ele não poderia deixar aquele homem ir embora sem ao menos conhecê-lo, sem conhecer a sua história.

Nunca havia se exposto tanto, sempre quieto a beira do caminho, ninguém o percebia, os dias se passavam e nada de novo acontecia, estava cansado daquela vida, precisava mudar. Então quando pensava, que haviam calado a sua alma, ele grita mais alto: “Jesus, filho de Davi, tenha compaixão de mim”. Naquele momento ouve um som, um som de esperança, o som da voz daquele o qual ele estava depositado o destino de sua vida. Jesus manda chama-lo e lhe pergunta: “O que quere que eu te faça?”.

Como assim, o que queres que eu te faça? Será que Jesus não viu que aquele homem estava cego? Mas o Senhor não vê o que o homem vê, Ele esquadrinha o interior do nosso ser, Ele sabia que Bartimeu precisava nãoapenas dos seus olhos carnais, mas sim de uma restauração interior, uma visão de amor para com aquelas que sempre o haviam desprezado, o deixado a beira do caminho. Bartimeu sem hesitar disse: “Senhor, quero ver”. Naquele momento Bartimeu quebrava toda e qualquer barreira que havia entre ele e o amor de Deus, estava dizendo que além de ver com os olhos carnais, ele queria ver o mundo através do amor de Deus. Nesse momento Jesus diz: “Vê. A tua fé te salvou”.

-

Esse é o momento, esse é o dia em que Jesus lhe pergunta: “O que queres que Eu te faça?”.

Um novo capítulo em sua vida está prestes a ser escrito por aquele que o ama. Qual será a sua resposta?

quarta-feira, 14 de setembro de 2011

Força na fraquesa

Paulo fez uma afirmação difícil de entender, e mais difícil ainda de aplicar na nossa vida: “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte”. (2 Coríntios 12:10). Atrás dessas palavras enigmáticas encontramos lições importantes e edificantes. Vamos procurar entender o que Paulo disse e como aplicar esse ensinamento quando enfrentamos dificuldades.

Paulo sofreu de algum espinho na carne?
Ele disse: “E, para que não me ensoberbecesse com a grandeza das revelações, foi-me posto um espinho na carne, mensageiro de Satanás, para me esbofetear, a fim de que não me exalte. Por causa disso, três vezes pedi ao Senhor que o afastasse de mim” (2 Coríntios 12:7-8).
Algumas pessoas gastam muito tempo especulando sobre o espinho na carne. O fato é que Paulo não revelou o que foi, e ninguém hoje sabe. O que importa não é a natureza do espinho, mas a maneira que Paulo o encarou. Observe estes fatos em 2 Coríntios 12:7-9: 1) Paulo reconheceu Satanás como a fonte do problema. Ele disse que o espinho na carne era “mensageiro de Satanás”. Por que Satanás mandaria um mensageiro a Paulo? Sabemos muito bem que o diabo quer a nossa ruína. Ele quer nos devorar como leão que ruge (1 Pedro 5:8). Na vida de Paulo, como na vida de bilhões de pessoas, Satanás usou o sofrimento para tentar derrotá-lo. 2) Deus usou aquele espinho e recusou tirá-lo da vida de Paulo. Aqui aprendemos uma coisa importante sobre os males da vida. Deus não causou o sofrimento no mundo, e ele não nos tenta (Tiago 1:13). Muitas vezes, ao invés de tirar os problemas das nossas vidas, Ele os utiliza para o nosso bem. Deus amou a Paulo, mas ele não o poupou de todo sofrimento. Jamais devemos interpretar problemas como sinais do desprezo de Deus. Ele pode usar calamidades para castigar os ímpios, mas, Ele também permite tribulações na vida de seus filhos (Hebreus 12:5-11).

Como Deus usou o sofrimento de Paulo?
Quando Deus recusou tirar o espinho da vida de Paulo, ele ofereceu esta explicação: “A minha graça te basta, porque o poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:9). A graça contradiz o merecer. Se Paulo, no passado, se julgou auto-suficiente, ele não continuou assim (veja Filipenses 3:4-11). Nas tribulações, ele aprendeu depender da graça do Senhor. Quando sentimos que temos tudo sobre controle por causa da nossa própria capacidade, facilmente esquecemos de Deus. Nas horas de maior fraqueza, quando sentimos incapazes de resolver os nossos problemas sozinhos, tendemos a voltar para Deus e nos entregar à sua poderosa mão. Nossa inteligência não nos basta. Nossos recursos financeiros não nos bastam. Nossos amigos não conseguem preencher as nossas necessidades. A graça de Deus nos basta, e o poder Dele se manifesta através da nossa fraqueza. É exatamente isso que Paulo entendeu: “De boa vontade, pois, mais me gloriarei nas fraquezas, para que sobre mim repouse o poder de Cristo”. (2 Coríntios 12:9).

Como Paulo usou seu próprio sofrimento?
As palavras de Paulo em 2 Coríntios 12:10 são impressionantes, refletindo uma maturidade espiritual que poucos alcançam: “Pelo que sinto prazer nas fraquezas, nas injúrias, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias, por amor de Cristo. Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte”. Ele sentia prazer no sofrimento! Será que nós sentimos a mesma coisa? É comum sentir pena de si, ou amargura, ou profunda depressão, mas sentir prazer? O comentário de Paulo não se trata de alguma prática louca de autoflagelação, mas de sua capacidade de confiar plenamente no Senhor. Ele entendeu que o sofrimento nos oferece oportunidades para nos aproximarmos mais de Deus, e Paulo aproveitou tais oportunidades ao máximo. Da mesma forma que a pessoa que pratica ginástica ou musculação pode sentir prazer no esforço e no sofrimento da malhação, visando os resultados em termos da saúde física, Paulo sentia prazer nas angústias da vida, tendo em vista os resultados de crescimento espiritual e do galardão eterno. Tiago falou a mesma coisa: “Meus irmãos, tende por motivo de toda alegria o passardes por várias provações, sabendo que a provação da vossa fé, uma vez confirmada, produz perseverança. Ora, a perseverança deve ter ação completa, para que sejas perfeitos e íntegros, em nada deficientes”. (Tiago 1:2-4).
Paulo explica seu prazer em dois sentidos:
1) “... por amor de Cristo”. Quando Paulo admitiu sua própria incapacidade, ele deixou Cristo tomar conta da vida dele. Como Cristo morreu para nos dar vida, nosso velho homem morre para dar lugar para Jesus viver: “Porque eu, mediante a própria lei, morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo; logo, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim; e esse viver que, agora, tenho na carne, vivo pela fé no Filho de Deus, que me amou e a si mesmo se entregou por mim.” (Gálatas 2:19-20). Jesus aceitou a “fraqueza” da sua forma humana para se entregar por nós. É somente quando aceitamos a nossa própria inadequação que temos condições de nos entregar a Cristo. 2) “Porque, quando sou fraco, então, é que sou forte”. Quando Paulo confiou plenamente em Cristo, se esvaziando do orgulho e da idéia de ser autônomo, ele ganhou força bem maior. Cristo vivendo em Paulo era infinitamente mais forte do que Paulo sozinho.

Como nós usamos o sofrimento?
Considere as palavras que Paulo usa em 2 Coríntios 12:10. Como você reage aos mesmos desafios na sua vida? Paulo enfrentou:
*Fraquezas: Você se sente incapaz de enfrentar algumas fraquezas (problemas, tentações, vícios, etc.)? Essas fraquezas devem servir de convite para permitir Jesus reinar na sua vida.
*Injúrias: Você foi maltratado ou ofendido por outros? O diabo quer usar suas injúrias como motivo de ódio, vingança e blasfêmia. Mas Deus quer que você fique forte, usando essas injúrias como oportunidades para crescer.
*Necessidades:
Você enfrenta grandes dificuldades financeiras? Não sabe como resolvê-las? Nada melhor que a fome para tornar o homem depende de Deus. Jesus deu este desafio: Busquem, pois, em primeiro lugar o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas. Portanto, não se preocupem com o amanhã, pois o amanhã trará as suas próprias preocupações. Basta a cada dia o seu próprio mal.” (Mateus 6:33-34). Pessoas que nunca conheceram a pobreza têm dificuldades em entender esse princípio. Quando temos geladeiras abastecidas e armários cheios de alimentos, é dúvida, um dos motivos que poucos ricos são convertidos a Cristo (1 Coríntios 1:26-29; Marcos 10:23-25).
*Perseguições:
Quando sofremos por causa de Cristo, é o momento de desistir ou ficar mais firmes que nunca? Muitas pessoas egoístas justificam sua desistência porque não querem sofrer. Mas os discípulos verdadeiros imitam o exemplo dos cristãos hebreus:
Lembrai-vos, porém, dos dias anteriores, em que, depois de serdes iluminados, sustentastes grande luta e sofrimento; ora expostos como em espetáculo, tanto de opróbrio quanto de tribulações, ora tornando co-participantes com aqueles que desse modo foram tratados. Porque não somente vos compadecestes dos encarcerados, como também aceitastes com alegria o espólio dos vossos bens, tendo ciência de possuirdes vós mesmos patrimônio superior e durável... Nós, porém, não somos dos que retrocedem para a perdição; somos, entretanto, da fé, para a conservação da alma. (Hebreus 10:32-34,39). Falando de perseguições, devemos lembrar que fazem parte da vida do cristão. Paulo usou uma palavra bem abrangente para frisar esse fato: “Ora, todos quantos querem viver piedosamente em Cristo Jesus serão perseguidos” (Timóteo 3:12). Nenhum servo do Senhor tem imunidade da perseguição.
*Angústias:
A palavra usada aqui vem de uma raiz que descreve lugares estreitos ou apertados. Muitas pessoas sofrem de claustrofobia. Quando se encontram em lugares apertados e fechados sentem-se desesperadas. Espiritualmente, muitos reagem da mesma forma. Quando se vê em apuros, como você reage? Abandona os princípios de Deus e age de uma forma errada no desespero? A única saída é aceitar o fato que você é incapaz de sair do problema sozinho. Temos que reconhecer a necessidade da graça de Deus, para aceitar o resgate que ele nos oferece. “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mentem em Cristo Jesus” (Filipenses 4:6-7).

Conclusão.
Os servos do Senhor sofrem nessa vida. Enfrentamos perseguições, angústias, fraquezas, necessidades, etc. Da mesma maneira que Deus recusou tirar o espinho de Paulo, Ele pode deixar qualquer um de nós em circunstâncias difíceis e desagradáveis. Quando nos encontramos nessas situações, vamos ter a fé e a coragem de Paulo mostrou para aproveitar a oportunidade e crescer espiritualmente. Quando nos entregamos a Cristo, encontramos a graça e a força verdadeira.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

Algumas fotos do nosso retiro de 2011... Aproveitem.





























O VERDADEIRO SENTIDO DA PASCOA

O Sentido da Páscoa
Uma palavra especial para você compreender o verdadeiro sentido da Páscoa

Egito, dia 14 de abibe, do ano em que os filhos de Israel foram livres da escravidão. Esse seria um dia decisivo. Dia de regozijo para alguns e desespero para outros.

Naquela noite, o anjo da morte visitaria o Egito e mataria a todos os primogênitos, desde os animais ate o filho de Faraó. Esse seria o castigo de Deus contra o Egito.

Como fariam os israelitas para escapar dessa destruição? Não lhes bastaria serem filhos de Abraão. Não seria suficiente serem pessoas boas e religiosas. O livramento se daria mediante a obediência ao que Deus determinara a Moisés.

Naquela tarde, as famílias dos israelitas deveriam se reunir, e cada uma deveria matar para si um cordeiro. Seu sangue deveria ser passado nos portais das casas. Dentro delas, as famílias comeriam a carne do animal juntamente com ervas amargas.

A terrível noite chegou e, com ela, o anjo destruidor. Por onde ele passava, deixava as famílias em agonia pela perda de seus filhos. Só escaparam da tragédia aquelas casas em cujas portas havia o sangue protetor. Essa foi primeira páscoa.

Páscoa significa "passar por cima", ou seja, o anjo passava por aqueles que estavam protegidos pelo sangue e não os destruía. (Êxodo 12).

Naquela mesma noite, os israelitas saíram do Egito. A partir desse dia, em todos os anos, na mesma data, os israelitas comemoram a páscoa, matando um cordeiro e comendo a sua carne. Essas comemorações eram apenas símbolo da páscoa comemorada por Jesus com seus discípulos, momentos antes da sua morte.

Todos os cordeiros mortos representavam o cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo (João 1.29) e que seria morto em uma páscoa. Paulo escreveu aos Coríntios: "Cristo é a nossa páscoa" (I Cor. 5.7). Sua morte significou o nosso livramento, a nossa salvação. Ninguém poderá se salvar baseado em sua própria justiça ou bondade, mas é o sangue de Jesus, o cordeiro de Deus, que nos salva. Ele morreu para que não morramos espiritualmente, mas tenhamos a vida eterna.



Como vimos, Deus ordenou que os filhos de Israel, os judeus, comemorassem a páscoa todos os anos no mês de abibe, que começa em meados de março e termina em abril. Nós, porém, não somos israelitas, somos gentios, e, portanto, não temos o dever de comemorar anualmente a páscoa, da maneira como eles o faziam.

Nem mesmo os judeus tem esse dever na atualidade, pois após a morte de Jesus, todos os sacrifícios de animais deveriam ser abolidos. "Cristo, queé a nossa páscoa, já foi sacrificado por nós." (I Cor. 5.7).

Atualmente, muitas pessoas pelo mundo afora comemoram a páscoa. Essa comemoração esta repleta de alterações em relação ao sentido original. Em lugar do cordeiro, fazem menção aos coelhos !!! Em lugar das ervas amargas, as pessoas comem chocolate !!! É sempre assim: procuramos algo mais fácil e mais agradável.

Não estamos proibidos de comer chocolate (ainda bem), mas não devemos ignorar o verdadeiro sentido da páscoa. Temos, sim, uma comemoração relacionada a essa festa: a ceia do Senhor. Esta é a nossa páscoa. Não realizada apenas uma vez por ano, mas todas as vezes que comemos o pão e bebemos o vinho em memória da morte do Senhor Jesus.

Estamos assim, a família do Senhor, nos recordamos que éramos escravos no Egito, o mundo, e que Faraó, Satanás, nos mantinha sob o seu domínio. Mas, naquela tarde de páscoa, o Cordeiro de Deus, o primogênito de Deus, morreu em nosso lugar. Regozijemo-nos e alegremo-nos. O anjo da morte não nos alcançará, pois "nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus". Aleluia!